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Estudantes de baixa renda são maioria nas universidades

Tue Aug 23 13:45:00 BRT 2016

Foi divulgada, no dia 18 de agosto, a IV Pesquisa do Perfil Socioeconômico e Cultural dos Estudantes de Graduação das Instituições Federais de Ensino Superior Brasileiras

No relatório, estão presentes diversas características dos estudantes universitários e são apresentadas as mudanças no perfil dos alunos ao longo dos anos, especialmente após a utilização do Enem pelas Instituições Federais de Ensino, a adesão ao Sisu como critério de seleção e a vigência da Lei de Cotas, a partir de 2013.

O documento, elaborado pelo Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Estudantis (Fonaprace), órgão vinculado à Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), contou com a colaboração de 130 mil discentes de 62 universidades federais de todas as regiões do país. No CEFET-MG, os alunos dos cursos superiores participaram da pesquisa entre novembro de 2014 e janeiro de 2015.

De acordo com os dados do relatório, a universidade tem se tornado, ao longo dos anos, cada vez mais inclusiva, e refletido a realidade do povo brasileiro. O diagnóstico, realizado pela quarta vez, permite comparar o perfil dos alunos ao longo dos anos e as mudanças geradas a partir das políticas de democratização do acesso ao ensino, “que permitiram mais mobilidade territorial e justiça social e étnico-racial”, destaca no relatório Leonardo Barbosa e Silva, coordenador Nacional do Fonaprace.

Inclusão étnico-racial

As mudanças dos estudantes em termos de raça ou cor foram bastante significativas nos últimos 10 anos. Ao longo desse período, a fatia de alunos brancos deixou de ser 60% e passou a ser de 45%. Paralelamente, estudantes pardos e pretos passaram de 34,20% para 47,57%. De acordo com os organizadores da pesquisa, a adoção generalizada de Política de Cotas se destaca como evento mais marcante em capacidade de produzir essa nova dinâmica.

Os dados já refletem uma universidade mais justa e inclusiva, uma vez que, segundo a última pesquisa divulgada pelo IBGE, em 2015, 53% dos brasileiros se declaram pardos ou negros. 

Justiça social

A Universidade pública e gratuita, nos últimos anos, vem atendendo àqueles que mais precisam. Entre 2010 e 2014, houve uma significativa evolução da proporção dos estudantes sem renda familiar ou com renda de até três salários mínimos. A proporção, que era de 40%, hoje já é de 51%. Além disso, triplicou, em número absoluto, o número de estudantes que não possuem ou não declararam renda familiar, passando de 3 mil para 10 mil graduandos.

Com esses dados, é possível observar a importância das políticas de assistência estudantil das IFES, que atendem hoje 66% do total de estudantes do nível superior, sendo que, nas regiões Norte e Nordeste, esse universo ultrapassa 76% dos estudantes.

Participação do CEFET-MG na pesquisa

Voltada para os estudantes das universidades federais do país, o relatório contou também com a presença dos estudantes do CEFET-MG. De acordo com a secretária de Política Estudantil, Márcia Feres, que participou da elaboração da pesquisa, a participação dos estudantes como sujeito central nesse processo fortalece a luta pela democratização do acesso ao ensino superior e a permanente defesa de uma universidade pública, gratuita, democrática e popular.

Fonaprace

O Fórum, criado em 1987, é composto por pró-reitores, sub-reitores e decanos responsáveis pelos temas comunitários e estudantis das universidades federais. A pesquisa do perfil dos alunos da graduação foi realizada pela quarta vez em 2014. Anteriormente, ela havia sido feita em 1996/1997, 2003/2004 e em 2010.

Saiba mais

Consulte, na íntegra, a IV Pesquisa do Perfil Socioeconômico e Cultura dos Estudantes de Graduação das Instituições Federais de Ensino Superior Brasileiras.

Secretaria de Comunicação Social/CEFET-MG, com informações da Andifes e da Secretaria de Política Estudantil

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